Desde sempre, ou quase, que Thomas Charles Zimmermann é conhecido e lembrado como Zim por onde passa. E não são poucos os sítios e as pessoas que se recordarão dele, do miúdo que sonhava ser rapper e que nunca conseguiu viver na ausência de uma banda sonora. Os primeiros 9 anos da sua vida, que teve início no dia 4 de Abril de 1987, foram passados em Vaucluse, pequena região dos Alpes Franceses que uniu a sua mãe, portuguesa, e o seu pai, francês. Aí surge a longa, espera-se, relação de Thomas com a música, que facilmente se camufla no resto do seu percurso.
Na verdade, é impossível separar Zim enquanto pessoa de Zim enquanto mc – não será coincidência o facto de nunca ter adoptado um outro nome que não o seu na hora de escrever e produzir, como habitual no universo do Hip Hop. Quem o conhece, não obstante de se poder considerar privilegiado, saberá que é impossível conversar com Zim mais do que um par de minutos sem que ele, inconscientemente, faça um som com a boca, numa tentativa de beatbox, tenha uma nova ideia para um instrumental ou se lembre “daquela” frase que faltava para completar a letra da nova música dos NAD, inspirado nas pessoas e no espaço que o rodeiam.
Voltando às suas raízes, seja dado um pouco de protagonismo a Ana Paula Domingues Pereira, a progenitora. É ela a principal responsável pela extensa bagagem musical herdada pelo membro mais novo do clã Zimmermann, não sendo obra do acaso o facto deste apreciador de Rap ser eclético ao ponto de nutrir especial simpatia por música clássica e, espante-se o mais céptico, por bandas como Limp Bizkit, Linkin Park e Rage Against The Machine. Desde jovem que Paula se inseriu em diversas iniciativas de cariz musical, chegando a ter, em simultâneo e durante o período de tempo vivido em França, bandas de Jazz, Blues, Rock & Roll e até um projecto de covers de Fado (!). Mas, mesmo que tal não tivesse ocorrido, esta senhora iria sempre ser a maior influência do filho, mais do que qualquer estilo ou grupo.
Corria o ano de 1996 quando a morte de Charles André Zimmermann, pai de Thomas, desencadeou uma série de acontecimentos, privados em demasia, que alteraram o rumo da história que aqui se conta. Ainda muito novo, Zim conheceu Portugal, país onde supostamente iria viver com a mãe que, infelizmente e segundo o próprio, “foi pelo caminho mais negativo”. Entregue ao cuidado de familiares, fixou morada em Águeda para logo ingressar num colégio, em Anadia, que se veio a revelar fundamental no desenvolvimento da apetência para a música que lhe é inerente. Tal como diz o povo, há males que vêm por bem.
Daí até decidir formar uma banda, já nos tempos do secundário, em Aveiro, foi um pequeno passo. Daí até relegar os estudos para segundo plano em benefício do projecto recém-criado foi um outro passo, ainda mais pequeno. Valeu a pena, pensará Zim que, se dúvidas tinha, as abandonou prontamente no dia em que os NAD foram eleitos pela rádio Aveiro FM como a melhor banda aveirense do ano de 2007. Mas o reconhecimento chegou anos antes e muito em parte graças à música “Nódoa”, que rapidamente catapultou a formação para uma escala de sucesso que, embora relativamente pequena, lhes possibilitou dar inúmeros concertos um pouco por todo o país, possuir músicas na playlist da já referida Aveiro FM e ainda acumular experiência suficiente para trabalhar numa maquete, editada em 2006 de forma quase caseira, e agora num álbum, em pleno processo de gravação.
Muito provavelmente, é graças a todos os sacríficios a que se sujeitou em prol da banda que Zim é actualmente visto como o seu rosto principal, apesar de partilhar o projecto com Mauro, Jay, Jimmy e Kubo e de já terem trabalhado consigo os mc's Mic e Multih. Dono de um carácter moldado pelas circunstâncias adversas que o acompanharam desde que se lembra, é um exemplo raro de luta, profissionalismo, empenho e altruísmo. A sua imagem funde-se e confunde-se com a dos NAD e, talvez por ter plena consciência daquilo que já fez e principalmente daquilo que ainda fará pelos New Age Delinquents, é visto por muitas das pessoas que o rodeiam como arrogante e inacessível. Despertou, ao longo dos anos, um sem número de falsas amizades, invejas e até ódios, devido a toda a fama repentina de que foi alvo e que sempre soube gerir sem falsas modéstias.
Hoje, em paralelo com o curso de Animação 2D – 3D que frequenta e como qualquer outro jovem, Zim divide o seu tempo entre amigos e relacionamentos amorosos, os NAD e participações esporádicas com outros artistas (Diesel-Hmm, Haka, Pulso...) e as cidades de Aveiro, Porto (local de estudo e residência) e Lisboa, é la que é voluntário na freguesia de Benfica, mais precisamente, sendo o centro das atenções de inúmeras crianças que também ambicionam fazer do ritmo e da poesia o seu quotidiano. Mal sabem elas que dificilmente encontrarão melhor exemplo a seguir que o de Thomas Charles Zimmermann, o homem que lhes cede instrumentais só pelo gozo de as ver “fazer magia”, tal como tem feito ele mesmo desde o dia em que, influenciado pela música clássica, pelo Nu Metal e pela figura materna – de quem está mais próximo que nunca –, decidiu negligenciar os estudos em prol de uma carreira no mundo da música.
Há, definitivamente, males que vêm por bem.
Por Moisés Regalado (Haka)
www.myspace.com/zimprod
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OS VIDEOS EM BAIXO SÃO ACTUAÇOES DOS NAD...
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"sofremos demasiado pelo pouco q nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito q temos" Shakspeare
optimo concerto o de gondomar thomas. pena o pessoal ser tão "invergonhado" e não dar numa de participar ou demonstrar gosto pelos concertos! mas foi um bom concerto sem duvida cap boy :) *
oh Zim, nem necessitei de preguntar'te x'D Já meti :P Vai lá ver, e quando poderes, mostra a tua Baby :D Ela esta logo em Segundo lugar das minhas Heroinas :O Tão boa ela *.*
Se os ricos assistissem a uma rusga ao vivo e a cores.. Se os idiotas soubessem o que é a vida de verdade independentemente do material adquirido neste mundo egoísta, talvez.. =)
Abraçããão Ziiiimm ! []